Greve na AIMA: atendimentos em lojas fechadas serão remarcados
AIMA fala em adesão de 11,31% até o meio-dia; sindicato diz à Renascença que a adesão ronda os 50% no continente.

Os trabalhadores da AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) fizeram greve nacional de 24 horas nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM). Segundo a AIMA, quem tinha atendimento marcado para hoje em lojas que ficaram fechadas vai receber a nova data por e-mail.
O que aconteceu
A greve foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) e durou 24 horas. Segundo o DN, com informação da Lusa, a AIMA registrou adesão de 11,31% até as 12h, o que corresponde a 94 trabalhadores num universo de 831.
A Renascença, por sua vez, informou que a adesão ronda os 50% no continente, segundo o próprio sindicato. Os dois números não medem a mesma coisa: o da AIMA é uma contagem oficial até o meio-dia sobre todo o quadro de pessoal; o do sindicato é uma estimativa para o continente.
No Porto, segundo a Renascença, a loja da AIMA abriu às 8h30, meia hora depois do horário habitual, e atendeu apenas marcações judiciais, ou seja, atendimentos determinados por um juiz. As restantes marcações estavam sendo reagendadas, e cerca de 40 pessoas aguardavam na porta durante a manhã.
Entre as reivindicações do STM estão a criação de uma carreira técnica própria e um suplemento de remuneração equivalente ao da GNR e da PSP, segundo o DN e o DN Brasil. O sindicato também contesta a instabilidade na liderança da agência, incluindo a saída do presidente, e diz não ter recebido resposta a um pedido de reunião enviado ao governo.
| Fonte | Adesão | O que mede |
|---|---|---|
| AIMA (via DN/Lusa) | 11,31% (94 de 831) | Dados apurados até as 12h, todo o país |
| STM (via Renascença) | Cerca de 50% | Estimativa do sindicato para o continente |
Os números vêm de fontes diferentes, com métodos e horários diferentes, e não são diretamente comparáveis.
O que muda para você
Se você tinha atendimento marcado para 6 de outubro numa loja da AIMA que fechou, o atendimento não acontece nesse dia. Segundo a AIMA, citada pelo DN, os cidadãos serão informados da nova data pelo e-mail associado ao agendamento.
Relatos ouvidos pela Renascença no Porto mostram que a remarcação pode cair em datas difíceis para o utente (usuário do serviço), como períodos de viagem já marcados.
O que fazer agora
- Verifique o e-mail usado no agendamento, incluindo a caixa de spam, nos próximos dias.
- Guarde o comprovativo (comprovante) do agendamento original.
- Se a nova data não servir, procure os canais oficiais da AIMA: o centro de contacto funciona de segunda a sexta, das 8h às 20h, pelo (+351) 217 115 000, segundo o site da agência.
- Se você tinha atendimento marcado por decisão judicial, as marcações judiciais foram mantidas no Porto, segundo a Renascença.
O que isso significa
A greve acontece num momento de atrasos acumulados na AIMA. Mesmo com adesão contestada, cada dia de loja fechada empurra atendimentos para a frente, e quem depende de um título de residência para viajar, trocar de emprego ou pedir crédito sente o efeito de forma direta.
Até a publicação desta notícia, não encontramos comunicado sobre a greve no site da AIMA. As informações da agência foram transmitidas à Lusa e publicadas pelo DN.
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