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Cursos do IEFP: quais pagam bolsa, alimentação e transporte em 2026

Desempregados inscritos podem receber até € 268,57 por mês de bolsa, além de € 6,15 por dia de alimentação.

Redação Portugal na Real

3 min de leitura

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Trabalho: Cursos do IEFP: quais pagam bolsa, alimentação e transporte em 2026
Foto: Nick Morrison/Unsplash

Para desempregados, os cursos do IEFP podem vir com bolsa de formação, subsídio de alimentação e ajuda de transporte, segundo o guia de apoios sociais do instituto. Imigrantes com autorização de residência têm acesso aos apoios nas mesmas condições dos portugueses.

O que aconteceu

O IEFP oferece várias modalidades de formação: cursos de Aprendizagem para jovens, cursos EFA (Educação e Formação de Adultos), CET (Cursos de Especialização Tecnológica), formações modulares certificadas, a medida Vida Ativa para desempregados e os cursos de português PLA. A procura e a pré-inscrição são feitas no portal iefponline.

Os apoios aos formandos são calculados em percentagem do IAS (Indexante dos Apoios Sociais), que em 2026 vale € 537,13, segundo o Despacho n.º 4601/2026 publicado no Diário da República. O mesmo despacho fixa em € 6,15 por dia o subsídio de refeição da função pública, valor usado como referência para a alimentação dos formandos.

Segundo o guia de atribuição de apoios sociais do IEFP (2.ª revisão, de julho de 2022), estrangeiros de fora da União Europeia com título de autorização de residência que residam legalmente no continente podem receber os apoios nas mesmas condições dos portugueses. Quem tem visto ou AR para estudo só recebe em casos específicos, como cidadãos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Apoios a formandos do IEFP em 2026 (valores máximos)
ApoioRegraValor em 2026
Bolsa de formaçãoAté 50% do IAS, proporcional às horas; só para desempregados sem subsídio de desempregoaté € 268,57/mês
Bolsa de profissionalização (Aprendizagem)Até 10% do IASaté € 53,71/mês
Bolsa de profissionalização (Aprendizagem +)Até 50% do IASaté € 268,57/mês
AlimentaçãoValor da função pública, com pelo menos 3 horas de formação no dia€ 6,15/dia
TransporteDespesa em transporte público ou subsídio até 15% do IASaté € 80,57/mês
Acolhimento de dependentesAté 50% do IASaté € 268,57/mês
AlojamentoAté 30% do IASaté € 161,14/mês

Valores calculados pela redação aplicando os percentuais do guia de apoios sociais do IEFP (revisão de julho de 2022) ao IAS de 2026 (€ 537,13). Confirme no centro de formação, porque o regulamento do curso pode ter regras próprias.

O que muda para você

Bolsa de formação: é paga a formandos desempregados que não recebem subsídio de desemprego nem subsídio social de desemprego. O teto é 50% do IAS por mês, o que dá € 268,57 em 2026, e o valor é proporcional às horas frequentadas (a fórmula do guia usa 30 horas semanais como referência).

Alimentação: é paga a desempregados e a empregados que fazem a formação fora do horário de trabalho, nos dias com pelo menos 3 horas de aula. O valor é o da função pública, € 6,15 por dia em 2026.

Transporte: o IEFP reembolsa o transporte público coletivo ou paga um subsídio de até 15% do IAS por mês (€ 80,57), quando a formação dura mais de um mês. Há ainda apoio ao acolhimento de dependentes, até 50% do IAS (€ 268,57), e ao alojamento de quem precisa ficar fora de casa, até 30% do IAS (€ 161,14).

Quem recebe subsídio de desemprego não recebe a bolsa de formação, mas pode receber alimentação e transporte. Os apoios precisam ser pedidos com um requerimento entregue no início do curso. Segundo o guia, se for entregue até 10 dias úteis após o início, o pagamento conta desde o primeiro dia.

O que fazer agora

  • Inscreva-se no IEFP antes: a maior parte dos apoios é para desempregados inscritos.
  • Procure cursos no iefponline (área "Ofertas de formação") e faça a pré-inscrição.
  • Cursos EFA: a partir de 18 anos, para quem tem entre o 4.º e o 12.º ano; dão certificado escolar e profissional.
  • Vida Ativa: formações curtas para adultos desempregados inscritos no IEFP, inclusive com baixa qualificação (Vida Ativa QUALIFICA+).
  • Formação modular certificada: aberta a adultos empregados ou desempregados que queiram atualizar competências.
  • No primeiro dia, peça o requerimento de apoios sociais e entregue com os comprovantes, incluindo o título de residência válido.
  • Fique atento à validade da AR: segundo o guia, ficar sem título válido ou sem comprovativo de renovação durante o curso é motivo para sair da formação.

O que isso significa

A bolsa do IEFP não substitui um salário, mas ajuda quem está sem renda a se requalificar. Para o imigrante, os cursos também servem para obter certificados reconhecidos em Portugal, o que pode pesar em processos de seleção.

A Formação Emprego + Digital, que aparece com frequência em buscas, é voltada a quem já trabalha: segundo o IEFP, os destinatários são trabalhadores de empresas e de entidades da economia social, e a candidatura é feita pela entidade empregadora.

Há ainda programas específicos para imigrantes. O Integrar para a Construção, da AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) com o centro de formação CICCOPN e a rede do IEFP, prevê 300 horas de formação técnica e 300 horas de estágio, com bolsa de até 50% do IAS mais complemento de 50% do IAS, segundo o regulamento publicado em 16 de junho de 2026. Novos ciclos são anunciados no site da AIMA.

Informação válida em 6 de outubro de 2026. Não substitui aconselhamento jurídico: confirme sempre no órgão responsável.

Fontes

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