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Habitação

Preço das casas sobe 16,5% em um ano, mas vendas caem 6,4%

INE mostra alta mais lenta no 2.º trimestre de 2026; avaliação dos bancos bate recorde de € 2.254 por metro quadrado em agosto.

Redação Portugal na Real

2 min de leitura

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Habitação: Preço das casas sobe 16,5% em um ano, mas vendas caem 6,4%
Foto: João Reguengos/Unsplash

Os preços das casas em Portugal subiram 16,5% no 2.º trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o INE, abaixo dos 17,8% do trimestre anterior. Para quem quer comprar, a desaceleração ainda não significa casa mais barata: o valor que os bancos atribuem aos imóveis continua em recorde.

O que aconteceu

Segundo dados do INE divulgados em 22 de setembro de 2026 e publicados pelo Observador, o Índice de Preços da Habitação subiu 16,5% em um ano e 3,6% em relação ao trimestre anterior. As casas usadas subiram mais (18,0%) do que as novas (12,3%).

Entre abril e junho foram vendidas 40.142 casas, 6,4% a menos do que um ano antes. O valor total negociado chegou a € 10,7 bilhões, alta de 4,2%.

Em outro indicador do INE, divulgado pela RTP, a avaliação bancária mediana (o valor que o banco calcula para conceder o crédito) chegou a € 2.254 por metro quadrado em agosto de 2026, novo recorde e 14,7% acima de agosto de 2025. Nos apartamentos, foi de € 2.655 por metro quadrado; na Grande Lisboa, de € 3.487.

O que muda para você

Para quem pretende comprar, o preço continua subindo bem acima da inflação, só que em ritmo menor. Como o banco empresta com base na avaliação, uma avaliação mais alta pode ajudar a fechar o financiamento, mas também reflete um imóvel mais caro.

A queda no número de vendas indica um mercado com menos negócios, segundo o INE.

O que fazer agora

  • Peça simulação de crédito em mais de um banco antes de fazer proposta por um imóvel.
  • Compare o preço pedido com a avaliação bancária da região.
  • Considere municípios vizinhos das grandes cidades, onde a avaliação costuma ser menor.

O que isso significa

É o segundo trimestre seguido de desaceleração dos preços, segundo o INE. Promotores e imobiliárias ouvidos pelo ECO esperam um arrefecimento sem quedas bruscas.

Os dois indicadores medem coisas diferentes: o índice do INE acompanha preços de casas efetivamente vendidas; a avaliação bancária mede o valor calculado pelos bancos em pedidos de crédito.

Informação válida em 6 de outubro de 2026.

Fontes

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